A OPINIÃO DO SALEJ (Stefan Bogdan SALEJ)


GUERRA DO IRAQUE,CRISE E BRASIL

Parece que a última vez que escrevi sobre a crise financeira foi há dez anos atrás, apesar de que foi na semana passada. As coisas se desenrolam com tal rapidez que não consigo mais acompanhar o que está acontecendo. Mas eis alguns comentários sobre tudo isso:

1..Tem gente falando demais, explicando demais e falando bobagem demais. Inclusive eu, que procuro ficar calado a maior parte do tempo vendo como me salvo desta.

Seria bom para a saúde publica que alguns políticos reconhecessem sua própria ignorância, que alguns economistas não se achem na obrigação de emitir qualquer forma de opinião, e que alguns jornalistas tirassem férias.

2. Esta crise é intimamente ligada aos gastos militares em dois conflitos conhecidos: guerra contra terrorismo no Iraque e Afeganistão. Estes conflitos estão consumindo recursos de fato não produzidos pelo mundo. São verdadeiros buracos negros da economia mundial. No caso da guerra no Iraque, os cálculos exatos só vão aparecer não quando a guerra terminar, mas daqui a 50 anos quando todos os documentos poderiam estar a disposição dos historiadores.

3. Esta é uma crise de liderança, principalmente nos Estados Unidos. Enquanto não houver um novo governo americano, que terá certa responsabilidade com o resto do mundo (o egoísmo das nações e aceitável e bem vindo mas internacionalismo também pode trazer resultados melhores), não há solução. Quem confia hoje em Bush, o homem que dilapidou o mundo inteiro para se meter numa guerra no Iraque?

4. A crise também é de um sistema econômico, laissez faire, liberalismo econômico, onde muitos entenderam que o capital forte significa estado forte. Capitalismo solto como criancinha e manda a conta aos adversários. Muitos governos falharam em seu papel e agora correm atrás do prejuízo. Banqueiros soltos, ganhando muito dinheiro para falir o sistema e as empresas. Se não forem presos e condenados, como foi o garoto do banco holandês em Singapura, que mostrou primeiro a fragilidade do sistema, de nada vai valer o que está sendo feito. Tem que mudar a prioridade de desenvolvimento da humanidade: produção e não especulação. Perguntem ao físico Isaac Newton, que como Ministro da Fazenda da Inglaterra inventou o loteria, o jogo dos tolos ele chamava. Digamos que perdemos muito dinheiro especulando.

5. Não se pode discutir, se o Brasil é imune à crise ou não, porque o país é como a oitava potência industrial do mundo, faz parte do sistema. Este governo ainda aperfeiçoou com a sua política monetária, a adesão a este sistema. Teve o mérito também de colocar na mesa as prioridades sociais, mas a sua política monetária foi um hino bem cantado ao regime de mercado livre e políticas monetárias ortodoxas. Portanto nos estamos fazendo crise junto com os outros, não são eles que nos metem na crise. Podemos estar melhor do que no passado, mas estamos entre os criadores desta situação. O Brasil faz parte do mundo financeiramente desenvolvido. Se tiver duvida, veja que há mais de dez anos foram investidos 42 bilhões de dólares (famoso Proer) para solidificar o sistema financeiro. Repare as perdas das empresas brasileiras com os derivativos. Portanto ´´estamos´´ lá, jogando como tudo mundo. Querendo ganhar as custas de jogo financeiro e não de produção.

6. O que os países precisam nessa hora é de lideres. A prioridade é essa, sem outros assuntos. Nada de eleições municipais, nem viagem para receber prêmios, mas a articulação e um firme recado em qual os investidores vão acreditar que tem agüentar e investir mais. Não dá para esperar toda hora uma noticia ruim sobre o envolvimento das empresas que, ainda na semana passada, considerávamos ótimas. Aliás, se essas empresas colocaram todas as fichas entrando no jogo dos fundamentos falsos, não eram tão boas quanto imaginávamos. Se tinham fontes insuspeitas dentro do governo de que não haveria desvalorização do real, e jogaram nisto, temos um problema ainda maior.

7. Esse problema passa a ser político. Se os que perderam bilhões de dólares apostando na política governamental e dados do governo, apoiavam o governo até agora, porque ganharam os bilhões, eles vão apoiar agora que estão perdendo. O governo sem o apoio dos empresários que tem bilhões de dólares para ganhar ou perder, dificilmente governa. O Brasil ainda é um pais capitalista, e os capitalistas querem ganhar.Ganhar muito.

8.Outra situação local que ainda não esta resolvida, é a do conjunto de créditos pessoais. Começa com credito consignado. Ele foi vendido várias vezes, ou melhor dizendo, com os juros altos que se cobrava, e a falsa segurança com desconto na folha, dava para ganhar em cadeia. Mas com o aumento de custo de vida, com desemprego, haverá certamente uma pressão social, que vai exigir uma renegociação dessa divida. Pelo valor, pelo prazo e pelos juros. Esta será uma das questões mais complexas a serem resolvidas. Provavelmente mais complexa que ajuda a tamboretes (pequenos bancos em mineires), que deviam não ter aberto, e também deviam ser fechados num determinado momento.

9. Last but not the least: a sucessão presidencial. Ela vai se dar no meio da crise. Crise de desemprego, menor produção, menor exportação, inflação sob controle, mas custo de vida aumentando. Ela vai exigir dos candidatos um novo conhecimento, novas soluções, postura diferente. Assim ganha quem tiver mais conhecimento e mais confiança do povo que possa resolver a crise e voltar ao crescimento. Imaginando hoje, apesar de ser muito cedo e abaixo de uma torrencial chuva de más noticias, um debate entre os atuais presidenciáveis, não tenho duvida que Josá Serra ganha a parada. Por ter qualidades para o bem e mal do desenvolvimento. Aliás, como disse numa roda em São Paulo há alguns anos atrás o atual Presidente do Banco Mundial (logo após a reunião da OMC em Doha, Quatar): ´´José Serra não é preferido dos Estados Unidos, é demasiado competente para ser domado. ``


Escrito por STEFAN BOGDAN SALEJ às 21h52
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CRISE?QUE CRISE?NAO TEM CRISE NENHUMA

CRISE?QUE CRISE?NAO TEM CRISE NENHUMA


Nestas horas gostaria de não ter internet, TV, radio, não quero que os jornais saiam.Não quero nem ver, nem ler, nem ouvir nenhuma noticia econômica.Nem financeira.Quase quero enfiar a cabeça na terra ou areia, mas estou sem solução para o resto do corpo.Mas que da vontade, da vontade.

Quem e culpado do que esta acontecendo, todos sabe.Se não sabem,podem imaginar e se não podem imaginar, esperem que alguém vai inventar mais um culpado.Ainda bem que temos Estados Unidos onde todas as culpas acontecem e que podemos criticar sempre com mais ou menos razão.Meu amigo Gerry, ex banqueiro (se existem ex banqueiros) diz que tudo e simples:as pessoas nos Estados Unidos hipotecaram suas casas duas vezes pelo valor irreal, e pagaram também os empréstimos pelos valores irreais.Ou seja, pegaram a grana alta, e na hora de pagar não tem dinheiro.

Eu que sou muito ligado a tudo que e guerra, acho que as guerras de Iraque e Afeganistão também ajudaram acabar com o dinheiro que as velhinhas e os velhinhos economizaram.Alias, os números de tudo, inclusive de custo de guerra no Iraque vão a trilhões como nas historias do tio Patinhas.Eu nunca imaginei que de fato existiam trilhões a não ser no Zimbábue por causa da inflação.Mas, existem para que cobrimos as falhas de todos que não conhecemos e fazemos eles ganharem mais dinheiro.Porque se alguém perde, outro ganha.

Eu estou entre os perdedores.Primeiro porque não compro nada a prestação e não tenho dividas.Segundo porque meu fundo de pensão, e o seu também, perderam muito dinheiro.Terceiro porque não sei em que banco deixar minhas economias para pagar a próxima operação de próstata.Porque único banco sólido pelo que contam os meios de comunicação, e o banco da praça antes das eleições municipais.

Mas, eu mereço.Sempre acreditei que trabalhar e economizar é que vale.Alias, eu ainda acredito nisso.Por sinal acho que vou começar tudo de novo.Como comecei quando via Salvador onde deixei 3 dos meus cinco dólares para comprar duas laranjas (uma para minha mãe e outra para minha irmã) e um cinto de couro para amarrar a mala que rebentou, cheguei a Minas Gerais.Vendendo grape fruit e mortadela, e depois de tudo que ninguém queria vender e tinha poucos compradores.

Talvez a crise seja para quem não viu guerra, prisão,fome e miséria.Espero que não,porque se a crise é para valer,como foi no passado, o que mais sofre é quem tem que trabalhar e sustentar família. Na historia nunca se pode acreditar que as coisas não podem ser piores.Podem.Mas também nunca se deve acreditar que trabalhando e muito, não podem ser melhores.

P.S. Sem duvida alguma este escrito é confuso.Mas eu sou um homem normal e estou confuso.


Escrito por STEFAN BOGDAN SALEJ às 14h59
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BOLIVIA:A HISTORIA NAO SE REPETE E NEM TERMINOU

BOLIVIA: A HISTÓRIA NÃO SE REPETE E NEM TERMINOU

Não houve nenhum encontro diplomático entre União Européia, estadistas ou diplomatas latino-americanos no último ano, que a Bolívia não entrasse na pauta. Em todos os quatro encontros que presenciei com os Presidentes do Peru, Brasil,Colômbia e Venezuela, a Bolívia foi mencionada. Não houve nenhuma reunião, e isso inclui a V.Cúpula América Latina e Caribe e União Européia em Lima, que novamente não fosse mencionada a Bolívia. Os diplomatas franceses que representavam a Presidência eslovena da U.E. em La Paz, estavam cansados de pedir uma posição mais clara da União Européia em relação aos acontecimentos naquele país.

E mesmo assim, incluindo conversa dos Estados Unidos, que não deixaram de pedir a União Européia que apoiasse seu embaixador na Bolívia, aconteceu o que aconteceu e o que está acontecendo. O Embaixador americano foi expulso de uma maneira absolutamente incomum: enquanto estava conversando com Ministro de relações exteriores da Bolívia, tocou o telefone e Evo Morales avisou o Ministro que expulsou o Embaixador.Então o Embaixador pediu que a Bolívia respeitasse a Convenção de Viena, que regula as relações diplomáticas e da 72 horas ( e não 24 horas como exigiu Morales) para a saída dos diplomatas.

A Europa, com a ajuda financeira e de cooperação, praticamente sustenta o governo Morales. São mais de um bilhão de euros por ano, não de empréstimo, mas de doação. Na Europa a luta de Morales pelos direitos de índios teve apoio e tem aplauso. Então o Presidente da Eslovenia, Janez Drnovsek, participou da cerimônia de posse de
Morales. Em Roma, num seminário excelente há um ano atrás organizado pela chancelaria italiana, sobre as relações América Latina e União Européia, o chanceler boliviano foi aplaudidíssimo. Nos últimos tempos diplomatas europeus visitaram em massa a Bolívia e a U.E continuou com as doações. Até conversações com o Chile sobre a saída para o mar, desejo centenário dos bolivianos, começou e andou bem.

Formou-se o grupo de amigos da Bolívia, Brasil, Colômbia e Argentina, para ajudar na solução de controvérsias entre as partes-autonomistas e governo central. No inicio do governo Morales, nacionalizaram e invadiram as instalações da Petrobras. O Brasil teve a paciência de um país moderno e importante. Dai se seguiram as nacionalizações de empresas européias e constantes ataques aos investidores estrangeiros. E o conflito foi crescendo, mesmo não diminuindo após o referendo que deu a Morales a confirmação de 67 % de eleitores bolivianos.

Crise na Bolívia, não e uma crise comum mesmo para os padrões latino americanos. América Latina, independentemente de verbalismos de alguns dirigentes, estava dando um exemplo de solução de suas conturbações democráticas de uma forma formidável. Estava em curso um tempo diferente inclusive com modelos novos de governança política. O que está acontecendo na Bolívia afeta diretamente toda a América Latina e bate de frente com Estados Unidos e União Européia.



O fornecimento ou não de gás de forma regular para os dois gigantes sul americanos, Brasil e Argentina, determina o seu desenvolvimento. Sem gás boliviano, ou com o fornecimento irregular, a vida dos cidadãos dos paises será afetada. Não só os veículos que foram adaptados para gás natural e nem só a qualidade do ar, mas também as industrias serão afetadas. Sem falar das usinas termo-elétricas. Em resumo: sem gás boliviano os dois paises podem não parar, mas também não andam para frente. Reduz o desenvolvimento de forma drástica e afeta a economia de uma maneira imprevisível. Deixa feridas fortes nas políticas dois paises. Em especial no Brasil, que não se pode dar luxo nem de reduzir seu crescimento, nem seu funcionamento. A crise externa a qual Brasil se diz imune se chama Bolívia.

Antes do final, ainda vai afetar as empresas da União Européia que representam uma parte importante do Produto Interno Bruto, especialmente do Brasil. A diminuição das atividades industriais no Brasil e na Argentina irá afetar a economia européia. Só para ilustrar melhor o quadro, não nos esquecemos que a VW do Brasil produziu no primeiro semestre mais do que a VW alemã. E a Fiat no Brasil ainda representa 30 % das atividades do grupo no mundo.Existem ainda mais de 600 empresas suecas no Brasil. As exportações para o Brasil serão afetadas e as importações do também, porque os custos e a regularidade de fornecimento vão sofrer. Não há país europeu que não tem investimentos no Brasil. Não podemos também esquecer efeitos na agricultura. Portanto em resumo: cria-se crise onde não há nenhuma necessidade de ter problemas, porque a Bolívia também precisa de dólares de exportação de gás.

Politicamente há também problemas com integração latino-americana. Ou processo eventual de desintegração que alguns querem promover na Bolívia. Tirando a Bolívia cortada em dois, me disse uma vez Hugo Chavez, a América Latina está cortada em dois. Por isso que ele está tão engajado em apoiar Morales. Se de um lado ele quer integrar a América Latina bolivariana, também não deixa de desintegrar com suas ameaças de apoio militar ao governo Morales.

A União Européia demorou a agir na crise boliviana. Notas diplomáticas não são instrumento suficiente para debelar uma crise tão grave. Javier Solana nunca se interessou pela América Latina e seu telefonema (se existiu) para Morales alguns meses atrás não resultou em grande coisa. Também os europeus não deram apoio suficiente ao grupo de amigos e muito menos a Organização dos Estados Americanos. Aliás, a OEA foi ativa no caso de Colômbia e Equador, mas ainda não foi eficiente no caso boliviano. A bola de neve que está se formando neste momento através da situação boliviana (veja a reação de Honduras ) tem conseqüências quase imprevisíveis para América Latina e também para o mundo. Ou previsíveis: derrubada do governo, mais derramamento de sangue, golpe de estado ou permanente instabilidade que compromete todo mundo.

Há uma questão básica aqui, que foi muito bem colocada bem no inicio desta fase da crise boliviana por Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo: Como querem derrubar um dirigente eleito e recentemente confirmado por 67 % dos eleitores? Segundo Clóvis Rossi, o cenário é o mesmo que derrubou Allende no Chile nos anos 70 e isso é gravíssimo. Sempre permanece a questão de governabilidade dos governos democraticamente eleitos mas sem legitimidade das suas ações no curso do governo. Por que não são capazes de governar através de composições políticas e alianças de governabilidade? Talvez seja essa a lição que os políticos brasileiros apreenderam na fase democrática: ou se entendem ou conciliam os seus interesses. Quem sabe todos e, principalmente o povo que os elegeu, sai perdendo.

E ai fica ainda o papel dos Estados Unidos na história. Qualquer que for, expulsar os diplomatas não ajuda em nada. A fantasiosa explicação de alguns que os Estados Unidos estavam fomentando a divisão na Bolívia (entre Meia Lua e La Paz) para derrubarem um aliado de Chavez e com isso atingirem o Presidente venezuelano, não deixa de ser interessante do ponto de vista latino-americano. Os ´´duros norte-americanos`` poderiam dar uma demonstração de força no país mais pobre do continente e talvez, politicamente , com maior tendência à instabilidade. Pode ser, já aconteceu no passado. E quem sabe, o passado da Bolívia pode ser seu futuro.


Escrito por STEFAN BOGDAN SALEJ às 03h34
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BLED 2,MUDANCAS CLIMATICAS, CAUCASO E OUTRAS ESTORIAS


Bled 2,mudanças climáticas, Cáucaso,e outras estorias

Os debates sobre mudanças climáticas também ferveram por aqui. De fato, a maior parte da discussão foi sobre a segurança energética além da guerra entre Geórgia e Federação Russa. Porém, não se pode negar que há uma certa preocupação com a emissão de CO2. Como todo debate nesta área é mais emocional do que técnico, o Fórum Bled não fugiu a regra. Ai estão algumas ´´florzinhas`` ditas por especialistas nos painéis e debates.

Um professor da Universidade de Sarajevo, na Bósnia, colocou na exposição dele, sem mais ou menos, que se o mundo quer melhorar deve congelar o uso de bio-combustíveis por cinco anos. Daí continuou sua conferência, por sinal confusa pra valer, sem dizer o porquê e nem como.

Há gente que acha que o foco não são as emissões de CO2. Esta é uma visão errada. Tudo que fazemos nesta área está errado e o Protocolo de Kyoto não tem valor nenhum. E ainda foi convidado para o painel que tem como objetivo discutir a próxima conferencia de Copenhagen, substituta para as metas de emissão dos gases do próximo decênio.

O representante indiano disse num determinado momento, com todas as letras, que ninguém vai conseguir explicar para 400 milhões de indianos que ainda não possuem eletricidade, que eles irão continuar sem energia elétrica. Sem nenhuma ligação elétrica, acentuou, para que não prejudiquem o mundo desenvolvido no seu programa de redução de efeitos estufa e mudanças climáticas.

Azerbijao deu um show de bola. Ministro mostrou slides em russo, falou um inglês impecável, mas disse principalmente que eles vão aumentar a produção de petróleo. O problema é escoar e, por onde. Os oleodutos representam riscos que ninguém deseja correr.

O vice-ministro turco aproveitou para dizer que ama os russos. Afinal, dois milhões de russos passam as férias por ano na Turquia.

O chinês, que também falava um inglês impecável, disse que o país reconhece que tem problemas climáticos. A China foi acusada na reunião como a maior emissora de CO2, também neste item, suplantando os Estados Unidos como em medalhas olímpicas. Mas a razão que importa: com mudança de empresas do Ocidente para China elas trouxeram também a poluição.

O vice-ministro russo não deixou por menos: parem de acusar a Rússia de ser um fornecedor irresponsável de gás e petróleo. Nós vamos investir em fornecimentos para vocês europeus, se não querem, mandamos para os Estados Unidos, Japão e para China.




Ele também anunciou investimentos de dois bilhões de dólares em pesquisas de novas fontes energéticas e para melhoria de eficiência energética. Entre outras coisas, mencionou o crescimento de uso de energia solar. Os cientistas russos estão desenvolvendo células foto voltaicas que vão captar não só a luz solar mas também a das estrelas, coisa de filme.


Escrito por STEFAN BOGDAN SALEJ às 05h12
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A briga vai continuar?Georgia e o futuro da Europa

A BRIGA VAI CONTINUAR?(Geórgia e o futuro da Europa)

Num lugar bucólico, nas montanhas eslôvenas, no lago de Bled (www.bled.si) está se realizando o Fórum Bled, que tem neste ano o tema de Energia e Mudanças climáticas: sinergia para o futuro. Nos primeiros painéis se reuniram primeiros ministros da Eslovênia, Republica Tcheca, Latvia e o ex - primeiro ministro, por dez anos, da Áustria. O tema foi invariavelmente o conflito na Geórgia e a segurança energética da Europa. Em seguida, surgiu mais um painel ainda mais interessante com a presença de ministros de relações exteriores de vários paises, entre eles, novamente Eslovênia mais Suécia, Eslováquia,. Também estiveram presentes o vice ministro de relações exteriores da Federação Russa e o vice primeiro Ministro da Geórgia. Para apimentar, o Secretário de Estado assistente dos Estados Unidos também estava lá.

Após alguns comentários e acusações mutuas em especial entre Estados Unidos e Geórgia de um lado, e Federação Russa de outro lado – como de costume - ficou muito, mas muito claro que o conflito não esta resolvido, e que a Europa não esta unida quanto as medidas a tomar no caso. Qualquer decisão que será tomada pela União Européia será para garantir o fornecimento de gás russo no próximo inverno. Mais importante ainda é a Europa à beira de uma recessão, funcionar com a energia russa, ao invés de uma democracia à moda americana com os ´´yuppies georgianos``.

Europa está preocupada com a dependência de energia russa e de outros paises de Cáucaso e provavelmente vai mudar a sua política energética. É incrível como se fala mais e mais em energia nuclear como uma das soluções. O vice-ministro russo também disse com clareza que se a UE considera a Rússia um fornecedor não confiável de energia, e vai agir desta forma, o país de Putin e Medvdev vai investir em outros mercados como China, Japão, EUA. Em resumo, sem chantagens, temos outras alternativas.

Houve um consenso tanto em discussões oficiais como nos bastidores que: o mundo cresce mais rápido do que a produção de energia. Como conciliar isto? Assegurar que os paises tenham acesso à energia (sem falar nos preços) é um problema dos mais complexos que a sociedade enfrenta agora. Provavelmente ainda haverá muita guerra pela energia neste pedaço do mundo. E provavelmente, o teatro na Geórgia foi só um ensaio.



Escrito por STEFAN BOGDAN SALEJ às 17h59
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Hillary Clinton-Convencao democrata em Denver

Vale a pena ouvir.Trata se de uma peca fina de discurso politico.Foi publicado nbo New York Times.


http://elections.nytimes.com/2008/president/conventions/videos/20080826_CLINTON_SPEECH.html

Escrito por STEFAN BOGDAN SALEJ às 10h31
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O ME AVIAO EMB 190

EMB 190

Viajei pelo Brasil como pouca gente.Visitei todos os 27 estados e na época ainda andei por outros territórios.Viajei com todas as companhias aéreas imagináveis e algumas hoje até esquecidas.Viajei com todos os tipos de aviões, de teco-teco até jatinhos executivos mais sofisticados. Até de DC 3 viajei pela Amazônia. Mas em todas as viagens, nunca um avião de verdade, que me desse orgulho. Daí veio a última viagem que fiz de Paris à Ljubljana, Eslovênia.

Entramos no avião da Air France, EMB 190. Que avião. Silencioso, tranqüilo, bem arrumado e desenhado de forma agradável (ate banheiro). Confortável. Todo mundo virando cabeça e perguntando, que avião era aquele. Embraer, anunciava o comandante. Minha adrenalina patriótica subia com o avião. E não era por menos. Era primeira vez que viajei nesse novo avião da Embraer.

Não consegui entender porquê nunca viajei com ele no Brasil. Não serve para companhias de aviação brasileiras? Tudo bem que temos Boeing e Airbus, sem deixar de fora os famigerados Fokker. Mas por que não temos Embraer? Nós não merecemos um avião de qualidade reconhecida mundialmente? Um avião excelente de uma empresa excelente, me disse uma vez Joe Oberstar, deputado norte americano e presidente da Comissão de segurança aérea do Congresso norte americano.

Parece que ainda estamos vivendo aquela fase em que o produto bom serve para exportação e não para o brasileiro. Dá pra lembrar ainda desta frase colocada em algumas embalagens de produtos nacionais. Se for bom, vamos exportar, para o mercado nacional, produto de segunda. Mas, agora que já exportamos e testamos lá fora, quem sabe vou poder viajar com os jatos bons da Embraer no Brasil. Alias, li que a nova empresa Blue Jet-Azul, gringa que da dó, vai iniciar suas atividades no Brasil com jatos da Embraer. Orgulho nacional, a mineira Gol e a paulista Tam, só avião gringo. Dá pra entender?


Escrito por STEFAN BOGDAN SALEJ às 07h47
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OBA, OBAMA VEM A AMERICA LATINA

Circulos proximos ao candidato presidencial democrata nos Estados Unidos,Obama, confirmam que estao planejando sua visita a America Latina.Visitaria Mexico, Brasil e Chile.A visita seria nos proximso dois meses,apesar que o tempos sera muito limitado por eleicoes serem ja em novembro.Mas, o calculo e que a viagem deve trazer votos de comunidade hispanica que conta com 28 % do eleitorado americano.

Concorrente republicando McCain ja visitou Colombia.

Escrito por STEFAN BOGDAN SALEJ às 06h05
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NACIONALIZA-PRIVATIZA-NACIONALIZA.....

NACIONALIZA-PRIVATIZA-NACIONALIZA….

A notícia de nacionalização da cimenteira mexicana na Venezuela não é nova. Quando visitamos o Presidente Chavez em Abril, ele explicou porquê está nacionalizando a indústria de cimento. ´´É simples`` -disse o presidente- ´´nós precisamos construir no país, e as cimenteiras vendem por preços altos no Mercado local e por preços sub-faturados no exterior. Usamos nossos recursos naturais. Eles poluem e ficam com as divisas, e o país fica com custo alto de construção e sem poder construir casas populares.``

A explicação foi tranqüila, sem ode a socialismo ou algo parecido. A simples defesa do consumidor e do seu próprio desenvolvimento. Nesta onda já foram nacionalizadas duas empresas, a suíça Holdecim e a francesa Lafarge. Agora, está incluída a Mexicana Cemex, que junto com as duas anteriores, é uma das gigantes mundiais do cimento.Todas irão receber os valores acertados, o que não quer dizer que sejam valores justos, além do que, vão continuar no pais. Cemex é a maior na Venezuela, tem 50 % de Mercado e é a única que falta para acertar os ponteiros, as outras duas já assinaram seus respectivos acordos.

O processo de re-nacionalização é mais visível na Venezuela (na fila está o Banco Santander, enquanto a argentina-socia da Usiminas no empreendimento-Tecnium, já acertou a nacionalização da siderurgica Sidenor), mas existe também em outros paises latino-americanos. A campeã é a Bolívia, à ela se junta o Equador. Na Bolívia nem a Petrobras escapou. E a maré continua, sem saber quais serão próximas empresas. Por que é assim?

A primeira razão é que as privatizações nos países latino-americanos não eram exatamente o consenso da sociedade. Foram na maioria das vezes feitas por pressão externa, e de acordo com as regras de atores externos. Em seguida, as empresas privatizadas, em especial na área de serviços, não se preocuparam ( e nisto as espanholas são campeãs) prestam melhores serviços do que prestaram estatais anteriormente. Não investiram suficientemente para acompanhar a demanda, e também aumentaram em muito as tarifas que, para empresas estatais eram baixas. Trouxeram inúmeras empresas de serviços e acabaram com as empresas nacionais. E a corrupção continuou com mais refinamento, mudando de mãos.

E dai vieram as insatisfações. Essas geraram oportunidades políticas para os que ganharam as eleições prometendo resolver isso. E resolveram, como é o caso da Aerolineas Argentinas, que os espanhóis quebraram, e que voltou a ser do estado argentino. De um lado um capital político que ganhava as urnas, e de outro lado, as empresas correndo atrás do lucro a todo custo, já que tinham que pagar os créditos que adquiriram para comprar as outras empresas.Um circulo vicioso, com estado enfraquecido com seus entes reguladores, e a população cada vez mais insatisfeita. E ai tem mais um fator, que na América Latina conta muito:chauvinismo ou nacionalismo. Os políticos não resolvendo, incapazes de resolver os problemas que o mundo moderno traz para a gestão dos paises, atacam as empresas estrangeiras e os culpam por todos os pecados do mundo.

Esse quadro não tem muita perspectiva de mudança, pois, os paises na sua maioria não têm modelo político claro. Não tem um modelo de sua economia claro.Não tem definido o papel de capital privado, nacional, ou estrangeiro e nem do capital do estado em seu desenvolvimento. Não sabem o que é importante para a melhoria de sua economia, de aumento de renda de seus cidadãos, de melhoria da qualidade da vida . E o que é estrategicamente importante para o pais. A visão é em geral de avestruz, e não de condor.

Ninguém tem nada contra empresas estatais.Os paises desenvolvidos inclusive Estados Unidos estão cheios de empresas estatais e eficientes.Sem falar na Europa, e em especial Franca, onde estas empresas predominam nos certos segmentos da economia.E elas inclusive privatizaram uma boa parte das empresas na América Latina.

O que capital estrangeiro quer é: regras claras para investir. Isso vale também para capital chinês e russo. Não pode haver mudança de regras em cada mudança do governo. E também não podem ter empresas publicas ineficientes. Aliás, o que distingue paises é competividade e competência empresarial. O que adianta nacionalizar se a empresa serve pior com sua incompetência ao seu país, que com capital privado. O Brasil está cheio de exemplos bons de eficiência antes e depois de privatização. (Vale, CSN, Usiminas etc).E talvez vale refletir sobre isso ao invés de ficar nacionalizando-privatizando…


Escrito por STEFAN BOGDAN SALEJ às 09h53
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A GEORGIA PODE SER AQUI-Licoes do conflito para America Latina



A Guerra na Georgia que ainda não terminou, já deixou algumas importantes conclusões.

A primeira conclusão é que este conflito atinge todas as relações mundiais.As conseqüências do conflito não são só regionais ou européias,mas afetam daqui adiante todas as relações entre os paises.

Por quê?Existia um acordo tácito de convivência entre Estados Unidos e Rússia, com um acordo silencioso da União Européia, após a queda do muro de Berlin.Esse acordo permitiu fortalecimento da Rússia e política forte do Putin, não teve a reação exagerada da Rússia na invasão de Iraque (do Afeganistão nem se fala,porque os russos que saíram de lá escaldadas pela derrota só estão rindo dos americanos), e limpou o mundo de forma brutal do terrorismo checheno.

O acordo também permitiu expansão americana nos antigos paises pertencentes ao Pacto de Varsóvia e antigas republicas soviéticas agora independentes.Cada lado tentava ganhar mais espaço econômico e político, mas os dois se toleravam ate um limite.O limite foi transposto quando Estados Unidos estabeleceram os escudos ante mísseis na Republica Tcheca e agora também na Polônia.E mais, no meio quando apoiaram a separação do Kosovo da Servia.Os russos reagiram no caso da questão do Kosovo fortemente moderado.Ficou claro que a conta vira no processo da independência de Ossétia do Sul e na Abkházia.

O presidente georgiano que agiu de forma absolutamente errada no momento errado, deu pretexto para Rússia estabelecer uma nova regra:delimitar o território geográfico e político de sua influencia.A invasão russa em nada tem diferente das invasões russas de Hungria e antiga Tchecoeslovaqui ainda nos tempos da União Soviética.Portanto a partir de agora, os dois lados poderosos do mundo podem invadir dentro do seu interesse geo político a quem interessar.Os debates e discussões, como por exemplo a entrevista do Vice Ministro russo de Relações Exteriores Ivanov a BBC (Programa Hard Talk) e uma aula de diplomacia de interesses russos.As definições que os russos dão sobre soberania e integridade territorial, são fantásticas e devem ser observadas com atenção.São conceitos diferentes num mundo que será diferente a partir de agora.

Outro ponto importante, e a reação e o jogo que se fez após o inicio do conflito.É incrível que os grandes parceiros do Presidente Saakashvili,deixaram ele fazer a besteira que fez.Não há mínima chance de que Estados Unidos, Franca e outros não soubessem o que estava se preparando.Os russos reagiram porque sabiam o que estava em curso.E provavelmente os outros deixaram ele fazer,para que satisfizessem os russos.Ninguém fez a cara de surpresa em Beijing e todos reagiram só após a morte de milhares de pessoas.A líder de oposição georgiana e francesa,foi embaixadora da Franca em Tbilisi e daí virou Ministra de Relações Exteriores de Geórgia.O ex Chefe do Estado Maior das Forcas Armadas dos Estados Unidos durante o governo Clinton e de origem georgiana.Só para citar dois exemplos.Estados Unidos tem base militar em Geórgia, a principal empresa de energia elétrica de Georgia e a famosa AES que também tem interesses no Brasil.

Saakashvili que no primeiro dia exibiu ao lado da bandeira georgiana, também bandeira da União Européia, deve ter contado que o amigo George (que pode ser que na cabeça dele tem este nome por causa de Geórgia)W.Bush,não vai permitir que os russos reagem.Esqueceu que Bush tem outras preocupações e deixou-o no frio com mão na cintura.União Européia reage lentamente mesmo com Franca do Sarkozy desejosa a achar problema para resolver.Portanto a segunda licao e, escolha bem os amigos,porque não e com todos que você pode contar.O episodio mostrou claramente que nestas relações sempre vão prevalecer os interesses maiores (como sempre foi), e que você, como foi o caso de Geórgia,pode se tornar interesse menor.Não adianta falar inglês e pensar e agir como americano.Você não e, e tratado assim.

E terceira lição, a mais importante para América Latina,e quem e Geórgia do continente?Os chineses ficaram calados, EU vai falar muito, mas o fato e que o assunto encorajou os americanos ou pelo menos alguns deles para pensarem como os russos.Apos a chuva, não adianta que os sinos tocam.As pedras de gelo já caíram, dizia minha avo na Eslovênia quando o padre tocava os sinos depois que as pedras de gelo já destruíram pequeno campo de trigo que tinha.

Assim, foi agora na Geórgia.As armas já cantaram e o que se tenta fazer e reparar o que foi feito.E quem sabe evitar,o que pode ser feito em situações similares.O mundo agora e de novo igual.


Escrito por STEFAN BOGDAN SALEJ às 11h46
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08.08.08.

Toda noticia ontem e hoje e do esporte.Jogos olimpicos.Os chineses vao organizar a melhor olimpiada e vai ficar na memoria em tudo.O ar poluido, nao deixa de ser culpa dos americanos,porque exigiram que a olimpiada fosse nesta epoca (redes da Tv que faturam bilhoes de dolares nos eventos esportivos) e nao na epoca que tem menos polucicao por que ai vamos ter as elecioes americanas e TV tem que dar atencao a eleicoes e nao aos jogos.Assim e a vida.

 

Esta Jogos olimpicos nao deixam de lembrar no minimo treis outros:os de Berlin de 1936,de Los Angeles com boicote sovietico e de Moscou.Os treis eram shows de super potenciais.E China agora quer fazer de Jogos olimpicos assistidos por 4 bilhoes de pessoas seu show.E a nova fase de sua politica externa.Nao quer ser mais um pais eficaz, eficiente, mas quer tambem mostrar isso ao mundo.Direitos humanos (por sinal CNN brilhou com seu jornalismo mostrando como andam os direitos humanos na China) e uma questao interna. Os inumeros dirigentes criticaram, ate Bush na sua viagem de despedida (ja foi a Eurpa e agora a Asia, mas a America Latina de jeito nenhum) falou disso.Mas os chineses se ofendem, nao querem falar do assunto e continuam fazendo o comercio com todos.

 

A inauguracao foi perfeita.Mostrou para quatro bilhoes de pessoas Presidente Lula quando Brasil desfilou.Mas mostrou Presidente Bush quando Iraque desfilou e o Presidente frances Sarkozy quando Argelia desfilou.POrque sera que os chineses fizeram isso?

A margem dos Jogos estava inaugurada a mais recente guerra entre Georgia e Russia.Lula falou com chineses e americanos sobre OMC e Doha.A conversa andou solta entre os dignitarios que estiveram para a inauguracao.Sob batuta chinesa.

 Vale a pena lembrar dois episodisos da minha convivencia com chineses.

Quando Presidente da Federacao das Industrias de Minas Gerais, Fiemg, tivemos uma parceria com uma universidade americana e abrimos juntos escritorio em Beijing para promover os negocios entre Brasil e China.Isso ha doze anos atras.Tomei um cruso sobre China e desde logo fui informado que nao despreze chineses.Cada chines carrega seis mil anos de historia.

No regime militar Brasil rompeu  relacoes diplomaticas com China.Expulsou os diplomatas chineses.Quando reatiuvou as relacoes diplomaticas voltaram os mesmos diplomatas.Os que foram expulos com excecao de um que ja tinha falecido.

 

Portanto, 08.08.08. e um numero de sorte para China.Que seja para nos tambem.

 



Escrito por STEFAN BOGDAN SALEJ às 12h01
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EU ESTUDEI NA FRANCA

EU ESTUDEI NA FRANCA.

Bem, eu não estudei na Franca.Mas, apreendo muito toda hora com os franceses.No verão europeu, Paris com sol e temperatura de 35 graus Celsius, filas enormes para subir na Torre Eiffel, lojas fechadas, bares fechados, quase tudo mundo de férias, mas tudo funcionando talvez ate melhor.Um mundo enorme de árabes nas lojas,superando franceses, comprando só coisas caras, lembra de anedota russa de compra de um relógio Omega.Ivan disse ao colega que comprou um relógio Omega ali na loja do lado por dez mil euros.Ai colega gritou com ele:Idiota.Ali na outra loja vendem por quinze mil.

Ai você encontra mulheres árabes e famílias em Champs Elysses, nas lojas e restaurantes caros.Um pouco deles você encontra como observou minha filha Sarah com humor na lojas FNAC, mas você quase não os vê nos museus e teatros.Teatro ainda entendo,pode ser que tem limitações religiosas, mas museus não sei não.E livrarias também não sei não.

Brasileiros você também encontra, mas já não estão mais tão barulhentos como antigamente.E outros latino americanos, quase não são percebidos.Mesmo assim não há lugar nos vôos para Brasil.Tudo lotado na ida e volta.

Mas, o verão não deixou de trazer a tona algumas outras preocupações.Apesar de viagem do Presidente Sarkozy a China,presidência da União Européia (bem divulgada inclusive com Torre Eiffel piscando de azul) surgiu de repente à questão de qualidade de ensino superior francês.Os brasileiros vão estudar mais nos Estados Unidos e em seguida na Franca.Portanto e bom saber que entre os cem melhores universidades segundo metodologia Shangai, universalmente aceita, só há três francesas.Elas são
Paris VI no 42 lugar
Paris XI no 49 lugar
Ecole normale superieure no 73 lugar

As reações iniciais foram bem interessantes.Primeiro a critica aos sistema de avaliação.Coisa conhecida no Brasil, quando perdemos o jogo e ai culpamos o juiz campo e a bola que foi redonda.Mas foi a Ministra de ensino superior que disse simplesmente que Franca necessita ter de hoje ate ano 2012 dez universidades francesas entre as cem melhores do mundo.

Franca espera obter frutos de sua reforma de instituições inclusive sistema universitário.Teoricamente vão aumentar os orçamentos das universidades em 50 %, e para pesquisa em 40 %.Isso em cinco anos.E vinte universidades terão autonomia já no próximo ano para terem mais flexibilidade atingindo maior eficiência em gestão de educação.

Bem, vale a pena lembrar que o ensino na Franca e basicamente publico.Mesmo que as universidades não atingiram o topo na pesquisa da Universidade de Xangai, há uma qualidade de ensino primário e secundário invejável.Exame no final do secundário, bac, e para valer e estressa qualquer santo pai da família (junto com a mãe e irmãos).Ou seja, há base para Franca melhorar sua posição.E o melhor de tudo, que tem consciência e objetivo claro para fazer isso.

Portanto, não estudei na Franca, mas ficaria feliz se meus netos estudassem lá.E eu sempre apreendo algo por lá.

Em tempo:entre as dez melhores universidades do mundo, esta no primeiro lugar Harvard,as demais são americanas e duas são britânicas (Oxford e Cambridge).


Escrito por STEFAN BOGDAN SALEJ às 14h34
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A CASCA DE BANANA

A CASCA DE BANANA

No bojo das negociações da Rodada Doha estava uma outra discussão que durou 15 anos e também não se concretizou:a redução de sobre taxas para a importação das bananas dos paises latino americanos. Como o acordo de Doha não foi concluído, União Européia também retirou a proposta para a redução de sobre taxas para as bananas.E também esqueceu a proposta para a redução de sobre taxa de importação do etanol brasileiro.

A atitude dos negociadores europeus e no mínimo estranha.Brasil aceitou a proposta que estava na mesa, quem não aceitou foram outros.Outro ponto e que nunca veio ao publico que uma proposta era parte de outra.E se era, o que se tornou publico, e no mínimo indecente,já que mostra publicamente uma pressão sobre Brasil e outros paises latino americanos que em nada completa a discussão sobre a importância que América Latina e o Brasil tem para União Européia.Se tivesse, concluiria estes dois acordos (não esquecemos que a negociação de bananas dura 15 anos) e mostraria que quer negociar e não pressionar publicamente.

Por outro lado, pode se melhor entender a posição européia, que pode ser ate explicada aos paises da América Latina, apesar que não muda a situação,que a pressão de paises chamados A(frica)C(aribe)P(acifico)foi tão grande que U E teve que ceder e não assinar o acordo.O fato e que estes paises acham que com o novo acordo, estariam prejudicados.Como este acordo já foi negociado ( e não pelo Comissário do Comercio Mandelson, mas de Cooperação , Michel)durante a presidência eslovena, mas deve ser assinado para a gloria da Franca em Barbados (ai para a gloria do Reino Unido),deve ter existido uma pressão indiscreta do tipo,se sai este acordo, nos não assinamos o acordo ACP:U E.

E mais, e provável que estes paises, na maioria ex colônias francesas e britânicas,pressionaram em outros assuntos na negociação da Rodada Doha.Para União Européia que não consegue fechar nenhum acordo, a não assinatura deste acordo com ACP, seria um desastre.Provavelmente Comissário Mandelson adoraria em função de falta de amor que morre pelo Comissário Michel, que conseguiu um acordo,que ele não consegue em nenhum outro lugar.Mandelson se reuniu com ministros da área latino americana que discutem acordos comerciais,durante Cúpula de Lima entre U E e LAC sem comunicar nada a ninguém e sem coordenar com demais autoridades da Europa.

Esta desunião entre os paises de Caribe e os demais da América Latina, e visível em todas as reuniões internacionais.Em Lima, a então presidente pro tempore do Mercosul, chegou ma hora e meia atrasada para a reunião com os representantes União Européia, o que provocou atraso correspondente com os caribenhos.E eles, todos educados nas melhores universidades britânicas e francesas,quase que deixaram de vir para a reunião, tamanha a insatisfação.E não foi nem primeira vez.Esta ai uma racha na América Latina,com casca de banana e tudo.E que so beneficia União Européia.



Escrito por STEFAN BOGDAN SALEJ às 13h31
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E AGORA BRASIL?E AGORA O MUNDO?

Esta muito cedo para dizer como será day after após não conclusão de rodada de negociações internacionais chamadas Doha.Talvez seja necessário ate trocar de nome,porque esse segundo a boa crença baiana, não deu certo.A não conclusão positiva e satisfatória das negociações comerciais tem conseqüências tão graves para o mundo que tem se pensar com muita tranqüilidade o que fazer daqui adiante.

Mas algumas alternativas já estão postas na mesa para Brasil.

A primeira certamente será não desistir de multilateralismo como a forma de termos um mundo melhor.Continuar negociar e negociar e trabalhar para que um dia se conclui um acordo.Falhou hoje, mas como disse o próprio Chanceler Amorim,talvez com novos atores e novas energias não falhe de novo.

No segundo lugar a insistência de manter acordos bilaterais e regionais tem que ser re-examinada.E a primeira conclusão é que eles funcionam para Brasil.O acordo de Mercosul é sim um projeto bem sucedido.Ele aumentou a segurança,comercio e democracia na região.E trouxe benefícios reais para as populações nos paises membros.A sua dimensão extra continental,como acordo com União Européia que talvez ainda não atingiu um ponto de negociação ideal.Ou seja, já durante a Presidência eslovena da U E se reiniciou o dialogo político entre EU e Mercosul.Assim, se abriu a porta para a negociação de um acordo de associação que e mais do que um acordo comercial.

Na mini cúpula EU Mercosul em Lima onde Presidente da Argentina como Presidente Pro tempore de Mercosul chegou com uma hora e meia de atraso e cobrou do Presidente da Comissão Européia a necessidade de acordo,recebeu a gentil resposta ao estilo franco português:na hora que vocês baixarem tarifas para entrada de produtos industriais,nos baixamos as tarifas para seus produtos agrícolas.

Portanto,estas negociações que tem começar já,mesmo Franca presidindo não são U E mas a corrente européia de subsídios e dificuldades para negociar,para bem dos dois blocos.Mas, uma das dificuldades de baixar as tarifas industriais no Mercosul e a pressão dos industriais em todos os paises que se instalaram em função de tamanho do mercado interno e seu potencial de crescimento,incentivos fiscais e a proteção alfandegária.Em resumo, empresas européias querem mesmo a abertura de mercados para seus concorrentes que ainda não estão instalados no Brasil e terão livre acesso ao mercado?Duvido.

Brasil não tem feito muitos acordos comerciais, mas tem ampliado muito suas exportações através de abertura política em relações com os terceiros paises,como exemplo servem as relações com América Latina e África e política de internacionalização de suas empresas e créditos.Não há acordos, mas há resultados altamente vantajosos em termos de aumento de exportações.O caso mais recente de investida política brasileira no processo de transição cubana e de deixar os europeus com água na boca.

O acordo de parceria estratégica entre U E e Brasil, que começou durante a presidência português, continuou com destaque durante a presidência eslovena (mas não no ritmo desejado) e vai culminar um ano e meio depois dia 22.de dezembro na cúpula Brasil U E no Rio de Janeiro,e um bom caminho para estreitar as relações.Mas, não e um acordo comercial.União Européia pelo menos ate agora insiste em acordos de associação entre entidades regionais.Fez com Chile e México,mas nenhum mais.Nem com nenhum pais e nem com nenhuma entidade regional.

O fato e que os europeus cobrarão um preço(não sei se alto ou não) pelo acordo.Ate uma negociação simples de transformar uma reunião de altos funcionários entre Brasil e U E para uma reunião de nível mais alto,teve cobrança quase indecente dos britânicos que bloquearam por dois meses a intenção eslovena de up grade da reunião.A lição que ficou e que paises europeus tem receio que Brasil se torne um parceiro igual a eles,porque pode se tornar maior.Alias, maior já é,a insistência de não lhe dar o espaço a que tem o direito, que esta atrasando as decisões multilaterais a favor de todos.



Escrito por STEFAN BOGDAN SALEJ às 12h25
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WTO MINI-MINISTERIAL ENDS IN COLLAPSE

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BRIDGES Daily Update Issue 10 30 July 2008
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Past issues of BRIDGES Daily Update are availble on the ICTSD website.



WTO MINI-MINISTERIAL ENDS IN COLLAPSE

Governments' latest attempt to salvage a deal in the Doha Round of trade talks broke down on Tuesday, as ministers acknowledged that they were unable to reach a compromise after nine days of a high-level summit at the WTO. The multilateral negotiations now face an even more uncertain future, despite considerable headway towards an accord.

Officials expressed surprise and disbelief that, in the end, the negotiations foundered on an issue that had never been the stuff of news headlines before this week: the extent to which developing countries would be able to raise tariffs to protect farmers from import surges under a 'special safeguard mechanism' (SSM). Differences over cuts to farm subsidies and industrial tariffs, which had long seemed virtually intractable, appeared to be bridged to a significant extent during the 'mini-ministerial' gathering in Geneva. Even the always tricky issue of preference erosion was reportedly close to being finalised.

One of the main sticking points about the SSM has been whether, and by how much, countries should be allowed to impose safeguard duties in excess of current (i.e., pre-Doha) tariff ceilings. The group of seven leading trade powers that was at the centre of the talks met much of the day Tuesday, as they had the day before, to see if they could find common ground. Import-sensitive China, and especially India, were pitted against the US' demands for predictable market access for farm products. Some time around 5pm, they gave up.

"I think it's no use beating around the bush," WTO Director-General Pascal Lamy told journalists after announcing the failure to WTO Members. "This meeting has collapsed. Members have simply not been able to bridge their differences."

Initial reactions to the collapse of the summit, which started on 21 July, do not seem to have been marked by as much acrimony and finger-pointing as that which surrounded the breakdown of pushes for framework Doha Round deals in each of the past two years.

More than anything, ministers expressed disappointment, sounding rueful that the talks had fallen apart despite coming very close to agreement. EU Trade Commissioner Peter Mandelson called it a "collective failure," a sentiment echoed by Lamy.

"Never, never, before have we been so close just to see everything fall apart," EU Agriculture Commissioner Mariann Fischer Boel said at a press conference.

Any outside observer "would not believe that after the progress made here, we could not conclude," said Celso Amorim, Brazil's foreign minister.

So close did some Members feel to an agreement that some delegations expressed willingness to continue consultations late Tuesday night, Lamy said.

There were nevertheless insinuations of intransigence on the part of others.

A "disappointed" Kamal Nath, India's commerce minister, said "it is unfortunate that in a development round we couldn't run the last mile because of an issue concerning livelihood security."

"Even today, 5 of the 7 countries in the leadership group were prepared to accept the Friday proposal by Director-General Lamy," said US Trade Representative Susan Schwab on Tuesday, in a reference to India's and China's rejection of some provisions in a compromise package that the WTO chief put to Members on 25 July. In a statement, she said that market access-creating "ambition is not evident" in other countries' offers.

The full G-7 includes Australia, Brazil, China, the EU, Japan, India, and the US.

How it broke down

While the special safeguard mechanism was widely seen as the proximate cause of the collapse, the deadlock on the SSM meant that other contentious issues, notably cotton-specific subsidy cuts and protections for location-based food names like Parma ham, never even got their turn in the spotlight.

On the SSM, Lamy said, differences on how big import surges need to be in order to justify the highest safeguard remedies ultimately proved irreconcilable, despite "more than 60 hours" spent trying to bridge the gaps. "Those who feared that the safeguard would lead to a disruption of normal trade wanted this safeguard as high as possible. Those who feared that the safeguard would be not operational if it was too burdensome wanted a lower trigger," he said.

Lamy's own proposed compromise would have allowed SSM remedies to surpass pre-Doha tariff bindings by up to 15 percent (or percentage points) when import volumes rose by 40 percent over a three-year average. The freedom to exceed current bound levels would have been limited to 2.5 percent of tariff lines, with remedies unavailable if prices were not actually declining.

The G-33, which includes India and China, said that this 'trigger' was too high to ensure that farmers would not be hurt by surges of subsidised agricultural imports from developed countries. They wanted the highest SSM remedies to be triggered by import volume increases of 10 percent and more, with safeguard duties capped at 30 percent (or 30 percentage points) above bound levels.

On Monday night, the US rejected a proposal from Lamy that included no numerical triggers and remedy caps, but would have instead constrained the use of the SSM by linking it to "demonstrable harm" to users' food and livelihood security and rural development needs, and by making remedies subject to expert review. India accepted it, according to one G-33 official.

G-7 ministers and officials on Tuesday looked for more acceptable numbers to plug into the model proposed by Lamy. Sources say that one option would have involved a 'trigger' import volume increase of 15 to 20 percent, with remedies equal to either 30 percent of current bound tariffs or 8 percentage points. A subsequent trigger of a 35 to 40 percent increase in import volumes would have been linked to remedies of either 50 percent of bound tariff levels or 12 percentage points. The difference between the percentage of bound tariffs and the number of percentage points would be particularly relevant for countries looking to export to China, which has low tariff levels because of its accession conditions (adding 8 percentage points to a tariff capped at 8 percent amounts to a 100 percent increase; adding 30 percentage points, to yield 38 percent, represents a far higher increase).

The US reportedly did not budge from its position that a 40 percent increase in import volume was the lowest possible trigger it could accept for SSM remedies that would go beyond current tariff ceilings.

Mandelson said that it was "heartbreaking" that a small difference on numbers related to the SSM trigger had tripped up the talks. "An irresistible force met an unmovable object in the negotiating room, and the rest is history," said Mandelson of the clash between India and the US.

A future for Doha?

With the failure of the summit, the next step for the Doha Round, already in its seventh year, is not yet clear. Any real movement in world trade talks may be a long time coming. US elections in November will constrain trade policymaking for the rest of this year, and many fear that in 2009, amid political changes in the US and Europe, and elections in India, global trade will be put on the political backburner.

"We will need to let the dust settle a bit," Lamy said at a press conference following the collapse. "It's probably difficult to look too far into the future at this point. WTO Members will need to have a sober look at if and how they bring the pieces back together."

Ministers also expressed a general desire to somehow capture the progress that was made this week. "US commitments remain on the table," Schwab said. But Brazilian minister Amorim was doubtful about whether non-binding commitments offered in the course of the negotiations would be honoured in the future: "It's not in our power," he said. "Life goes on, and not always in the best way."

Trade ministers said they were not opposed to continuing negotiations at a later date. "We should not preclude the possibility of returning to the table," Mandelson said, although he added that he did not think that there was "any chance" of modalities being agreed either this year "or in the foreseeable future."

Schwab shared that sentiment, saying that the US remained "committed to and supportive of the WTO." Likewise, Indian minister Nath said that his confidence in both the global trade body and the multilateral system as a whole, remained "intact."

Despite the ministerial expressions of confidence, Paul Blustein, a trade specialist at the Brookings Institution who is writing a book about the WTO, said that "looking back in history, we might see this as a big blow to the multilateral trading system." Tuesday's collapse, he suggested, risked hurting "the credibility of the WTO, which is already losing its place as the central rule-maker and dispute settler" in global trade, due to the growing number of bilateral trade agreements around the world.

Blustein suggested that actions taken by the next US presidential administration would do much to determine whether the breakdown could have a silver lining for the WTO. A new president -- if interested in multilateral trade, which is not a given -- could decide to launch a serious push to revamp the Doha negotiations in ways that would in the long term be good for the multilateral trading system, addressing issues of the future such as climate change and high food prices.

The WTO, for its part, will carry on with its day-to-day work enforcing the existing set of global trade rules. The negotiations, too, are likely to drag on, if not at the highest political levels for some time.

Indonesian Trade Minister Mari Pangestu summed up the situation: "Multilateral talks never fail, they just continue."

ICTSD reporting.




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ICTSD BRIDGES Daily Update is a daily news service covering trade and sustainable development issues during the 21-26 July mini-ministerial meeting at the WTO in Geneva, Switzerland. English edition produced by: Trineesh Biswas, Paige McClanahan, and Ricardo Meléndez-Ortiz. Support from Jonathan Hepburn in Geneva is gratefully acknowledged. For further information contact ICTSD at: 7 ch. de Balexert, 1219 Geneva, Switzerland; tel: (41-22) 917-8492; fax: 917-8093; email: ictsd@ictsd.ch; web: http://www.ictsd.org.
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Escrito por STEFAN BOGDAN SALEJ às 11h49
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